Astana: Mesmo com dois homens no pódio, a vitória do CRE foi uma equipe dividida. Foi o último Tour dessa equipe do jeito como a conhecemos: saem Lance e Bruyneel, possivelmente Klöden, Leipheimer, Paulinho e mais alguns. Com o retorno de Vinokourov, penso que seja pouco provável que Contador permaneça e que a equipe não seja convidada para o próximo Tour.
Saxo Bank: a aposta no Schleckinho como líder foi boa. Endureceram a corrida em alguns momentos com Cancellara e Voigt. Nos momentos decisivos os irmãos Schleck sempre responderam bem e o menor deles é a aposta para o futuro, basta melhorar o contrarrelógio.
Columbia: é a equipe caça-etapas. Cavendish não tem rivais no sprint, ganhou todos, exceto quando resolveu fazer uma gracinha. A equipe lembra o trem azul da Fassa Bortolo de Pettachi.
Garmin: tem no seu plantel a surpresa Bradley Wiggins e ainda conta com Tyler Farrar nos sprints.
Silence-Lotto: na minha opinião essa equipe sofre de uma crise de identidade: ou dedica-se às clássicas belgas ou às grandes voltas. No caso de optar pela segunda, deve ter no seu quadro um capitão que marque presença, não um chupa-rodas que não aguenta ficar na roda.
Rabobank: o Tour é a grande dívida de Menchov. Concordo que ele vem desgastado do Giro, mas sequer apareceu nos CR onde deveria ser uma das referências. Sem dúvidas, o Frango era o seu nome para essa prova (mas esteve presente ontem: tocaram o hino dinamarquês ao invés do espanhol – hilário).
Cervélo: Mighty Thor salvou a equipe usando a velha tática do Oscar Freire: sabendo que não consegue ganhar de Cavendish, mete-se em fugas e ganha pontos nos sprints intermediários, afinal, o nome do prêmio é REGULARIDADE. Carlos Sastre não apareceu (só nas entrevistas) e Haussler mostrou a garra tradicional numa etapa complicada pela chuva.
Caisse d’Epargne: Luis León Sanchez foi o nome da equipe na sua vitória. Mesmo não gostando dele, sem Valverde estiveram perdidos.
Euskaltel: já estava cansado de ver um laranjinha fugindo e sendo caçado. Conseguiram uma vitória depois de 6 anos. Egoi Martínez esteve muito forte na luta pela camisa de rei da montanha.
Liquigas: Basso não fez falta. Pellizotti é o rei da montanha, sempre presente, sempre tentando. Nibali também esteve bem e é um corredor a ser observado no futuro. Esperava mais de Kreuziger, mas não sabemos qual a sua função dentro da equipe.
Quick-Step: teimaram em levar Boonen que vinha do campeonato belga, teoricamente em boa forma. É inexplicável o que aconteceu com o corredor.
AG2R: uma semana com a camisa amarela fez a alegria do patrocinador.
Agritubel: comentam que Brice Feillu é um escalador a ser observado. Só o tempo dirá se ele tem genética pra isso ou foi uma vitória de um dia inspirado.
Cofidis: onde estiveram?
Milram: estavam na prova?
Bouygues Telecom: marcou presença em duas vitórias com Fedrigo e Voeckler. Foram bem dentro das suas possibilidades.
Lampre: fiasco. Ballan com a camisa de campeão mundial até agora não fez absolutamente nada.
Prêmio por equipes
2. Saxo Bank 362.850
3. Liquigas 156.360
4. Garmin 151.870
5. Columbia 102.300
6. Cervélo 86.710
7. Bouygues Telecom 63.470
8. AG2R 54.730
9. Euskaltel 49.820
10. Cofidis 40.690
11. Katusha 36.820
12. Française des Jeux 35.660
13. Milram 32.830
14. Caisse d’Epargne 31.540
15. Rabobank 31.310
16. Agritubel 27.690
17. Silence 22.570
18. Skil 22.530
19. Quick Step 17.760
20. Lampre 17.040
